"Nem desistir, nem tentar... Agora tanto faz, estamos indo de volta para casa"
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"Nem desistir, nem tentar... Agora tanto faz, estamos indo de volta para casa"
Amigos,
a nossa missão pela América do Sul começa a ser concluída e selecionamos para os leitores/testemunhas dessa viagem de oito meses os momentos mais intensos e as paisagens mais profundas que os nossos olhos registraram na alma:
OBS: Se você recebeu esta mensagem por email e não consegue visualizar as imagens, acesse o endereço direto do blog: www.sobreelesenos.blogspot.com
Paraguai:
Surpreender-se com as comunidades alemãs do sul do Paraguai (Hohenau e Bella Vista).
Descobrir que o país da sacola tem muito mais história para contar, como as Missões Jesuíticas.
Argentina:
Fazer trekking sobre o Perito Moreno, na Patagônia.
Ir além e chegar aos pés das torres brancas de El Chaltén.
Encarar os 1.500 km da Ruta 40, no trecho sul do país.
Ouvir outros sons no lado mais hippie do país do tango.
Chile:
Navegar por um mês as artérias dos fiordes chilenos.
Rodar o nada da Carretera Austral.
Desembarcar e pisar as terras polinésicas da Ilha de Páscoa.
Bolívia:
Descobrir novas cores da Bolívia, na comunidade negra de Tocaña.
Descobrir-se em uma caminhada de 120 km, em três dias, pelo altiplano boliviano.
Chegar na pré selva amazônica...
Peru:
... antes de chegarmos a Amazônia peruana
e colocarmos os pés na terra,
assim como eles.
EQUADOR
Encarar de frente o lado mais primitivo do país, em Galápagos.
Vê-los em todas as partes...
sim, em todas as partes.
E rever os amigos, em Quito.
COLÔMBIA:
Estar sob as terras misteriosas de Tierradentro...
e conectar-se com o mundo espiritual.
Chegar a Cartagena de Indias, antes de relaxar os pés cansados no Caribe.
BRASIL
Quase chegar em casa e fazer um desvio para descobrir outro país, em Roraima.
Seguir viagem e continuar descobrindo, em Santarém.
Ainda faltam 18 dias para chegar em casa, algumas imagens ainda são apenas idéias, mas a alma já está plena e pronta (?) para voltar para o ponto de partida.
Hermanos,
acessem o novo blog da viagem que o Dezinho reformulou para a comemoração do nosso aniversário:
http://www.sobreelesenos.blogspot.com/
Depois de lhe haver mostrado todas as maravilhas de Paris, perguntaram a um selvagem canadense que coisa lhe havia gostado mais. "Os açougues", disse.
(Lichtenberg)
Hoje, comemoramos meio ano de estrada. Talvez seja melhor contar em meses, assim enganamos a saudade.
Quando anunciamos a nossa saída, há dois anos, rostos desconfiados tentaram congelar nossos movimentos; preocupações financeiras quiserem deixar nossos pés fincados na sala de jantar; as famílias tentaram desviar o assunto; a dúvida quis prevalecer sobre a certeza; e os amigos... ahhh... os amigos...
Esses, sim, foram fundamentais. E até os mais pessimistas e desacreditados acabaram se rendendo aos fatos quando o dia do embarque, definitivamente, chegou.
Alguns ainda se enganam e gostam de imaginar que estamos passando longas férias por cidades alternativas do continente. Não podemos negar que estar em uma praia no arquipélago de Galápagos, em plena segunda feira de um julho brasileiro com frio e chuvoso, não é uma má idéia. Mas poucos ainda podem entender as renúncias necessárias para que pudéssemos permitir estar em todos esses lugares:
- Tivemos medo, mas ganhamos auto confiança e certeza de que essa experiência não poderia ter sido diferente;
- Passamos frio, mas visitamos rincões profundos e silenciosos não só dos fiordes da Patagônia, mas também da nossa alma;
- Sentimos calor, mas fomos pacientes na espera;
- Ficamos em dúvida, mas chegamos a lugares distantes;
- Erramos, mas também aprendemos e, se for necessário, começamos tudo de novo;
- Conhecemos pessoas, nesses seis países, que nenhum livro ou jornal se atreveriam a revelar suas existências;
- Fomos a alguns lugares óbvios, mas também decidimos fazer viagens que nenhuma agência ou companhia aérea seria capaz de oferecer, como a viagem da alma;
- Imaginamos, quisemos e chegamos (não, exatamente, nessa mesma ordem);
- Saímos, chegamos de novo e nunca mais conseguimos voltar de lá. Algumas experiências ficaram registradas, eternamente, no nosso DNA de experiências.
Já ultrapassamos os 30 mil quilômetros de estrada e ainda nos sobram algumas centenas mais até Caracas, na Venezuela. Mas 'um passo a frente e você já não está mais no mesmo lugar', como dizia o velho Science.
Gostaríamos apenas de dividir com vocês esse longo trabalho que teve hora para começar, mas que não consegue parar de querer acontecer.
Queridos,
chegamos ao nosso segundo aniversário e queremos dividir com vocês trechos da nossa trilha sonora. Essas tão antigas palavras têm sido necessárias para matar as saudades.
Você precisa
Saber da piscina
Da margarina
Da Carolina
Da gasolina
Você precisa
Saber de mim
Baby
Eu sei
Que é assim
Você precisa
Tomar um sorvete
Na lanchonete
Andar com gente
Me ver de perto
Ouvir aquela canção
Do Roberto
Baby, baby
Há quanto tempo
Você precisa
Aprender inglês
Precisa aprender
O que eu sei
E o que eu
Não sei mais
Não sei
Comigo
Vai tudo azul
Contigo
Vai tudo em paz
Vivemos
Na melhor cidade
Da América do Sul
Não sei
Leia
Na minha camisa
Baby,
I love you
Depois de alguns dias sobre o mar, saímos da Ilha de Chiloé e, novamente, voltamos para o mar.
Começamos hoje a colocar os pés na Carretera Austral. E estamos muito bem, com a alma preenchida e o coração com saudades.
('Vuelvo al sur, como se vuelve siempre al amor')
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