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Juanita no UOL

9 de setembro de 2009

Queridos,
segue mais um link de uma das impressionantes descobertas que fizemos no Peru:

"Juanita, a donzela andina de mais de 500 anos"

http://viagem.uol.com.br/ultnot/2009/09/02/ult4466u689.jhtm

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Senhor de Sipán

7 de julho de 2009

Saímos da barulhenta Trujillo em busca de tranquilidade em alguma cidade menor e acabamos desembarcando em um lugar ainda mais caótico: Chiclayo.
Mas nesses cinco meses de viagem desenvolvemos a profunda técnica da relativização e focamos nossa atenção e energia para a visita seguinte: o complexo arqueológico dedicado a Sipán, senhor máximo dos mochicas, civilização do norte peruano entre os séculos I e VI d.C.



Começamos a visita pelo Complejo Arqueológico de Huaca Rajada, local onde se descobriu, em 1987, a impressionante tumba com os restos intactos de Sipán. Ali, esse importante senhor foi encontrado enterrado com um guerreiro , um sacerdote, duas mulheres, uma criança, animais como cachorro e lhama, e um guardião. Era uma completa travessia ao mundo espiritual, acompanhada também de jóias.


Ossada de guerreiro acompanhada de algumas oferendas.

O local impressiona pela conservação do material e pelos detalhes artísticos das obras encontradas. Mas ao terminar a visita, nos demos conta que não havíamos visto o maior atrativo da região: os famosos restos mortais de Sipán e descobrimos que havíamos ido ao lugar errado. O grande senhor mochica encontrava-se do outro lado da cidade.

E atravessamos Chiclayo para ver, com nossos próprios olhos, o que fora aquela importante sociedade. Porém, aquelas impressionantes imagens devem ficar apenas na memória.
Chegamos no local em um domingo, o que nos impossibilitou entrar ao museu como imprensa. Não é permitido tirar fotos no interior no Museu Tumbas Reales de Sipán.
Vamos ficar devendo essa!

Complejo Arqueológico de Huaca Rajada (Señor de Sipán)
entrada: $ 6
A 35 km a sudeste de Chiclayo.
Visitas de segunda a domingo das 9h às 17h.

Museo Nacional Tumbas Reales de Sipán
entrada $ 10
Tel: (074) 283-977 / 283-978
De terça a domingo das 9h às 17h.
www.tumbasreales.org
E lembrem-se: Não é permitido tirar fotografias no interior do museu. Mas eu juro que estivemos ali.

Acesse sempre: www.sobreelesenos.blogspot.com 

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Chan Chan

6 de julho de 2009

 

Os pés continuam pisando como inca e assim temos ido longe. Chegamos a Trujillo, no norte do Peru para visitar a Ciudadela de Chan Chan, um sítio arqueológico que remonta a um centro urbano pré hispânico. O local é considerado a maior cidade de barro da América.


Declarado Patrimônio Cultural da Humanidade, o local foi a capital do reino Chimú e conta com praças, moradias, ruas e templos erguidos em forma de pirâmide.

Mas o mais impressionante do local são as figuras de adoração aos deuses criadas por aquela civilização.


 


Ciudadela de Chan Chan
A 5 km ao noroeste de Trujillo.
De segunda a domingo das 9h às 17h. $ 11
Tome um táxi no centro ($ 10) e desça na entrada da Ciudadela (mais barato do que os tours organizados oferecidos na cidade)

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Sons e imagens

1 de julho de 2009

A sequência de sons noturnos da Amazônia é impressionante e aquele grito forte do macaco sobre a árvore nos deixou em alerta. Era o anúncio do que viria no resto da noite.
A sinfonia de pássaros no meio da selva combina com as risadas ingênuas das crianças em volta da vela acesa sobre a mesa.
Hoje é um dia especial. O André será o primeiro a participar do ritual xamânico com o Ayahuasca, um alucinógeno indígena feito com outra planta local chamada chacuruna. Mais do que ter visões coloridas, esse remédio natural é a cura e a porta de entrada para um mundo interior escondido.
A tenda já está preparada, coberta com tela branca para proteger o local das más energias e com folhas de manjericão espalhadas no chão.


Enquanto isso, lá fora, uma noite tão impressionante quanto às cores e sons do ritual xamânico.


Quando pensamos que o efeito da bebida amarga já passou, o xamã começa a entoar um canto em língua shipibo e toda a viagem começa novamente.
E assim, de experiências interiores, continuamos conhecendo sobre eles e sobre nós mesmos.

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A proposta amazônica no Peru

30 de junho de 2009

Mais do que conhecer um dos trechos mais verdes do planeta, chegamos ao território amazônico com o objetivo de ir um pouco mais além das imagens com animais selvagens.
Quando estávamos registrando uma antiga tradição local, conhecida como Salto del Chunto, o misterioso José se aproximou e nos fez uma proposta irrecusável.
O velho índio de origem shipibo acabara de saber que estávamos na região em busca de boas pautas e convidou-nos para passar alguns dias na sua tribo e participar de alguns rituais com o xamã local acompanhados do alucinógeno Ayahuasca.
Nesses cinco meses de viagem, o André e eu já desenvolvemos vários códigos corporais em que, com apenas um olhar, conseguimos travar um longo e silencioso diálogo. Nos olhamos e, claro, acabávamos de aceitar a proposta.

No dia seguinte fomos recebidos com uma desorganizada, mas genuína, dança de boas vindas: uma apresentação feita pelas crianças da tribo:


E o dia seguiu numa agradável sequência de boas novas sensações que renovavam a nossa energia cansada de quase cinco meses fora de casa.
Viajamos de canoa:


A frágil canoa se movimentava a cada pequena embarcação que passava ao nosso lado. Mas o nosso shipibo remador avisou, diante dos meus olhos arregalados e desesperados, que aquela canoa não virava nunca. "É só ter concentração", ensinou Dario.
E foi o que fizemos:


Mas também, fomos às compras:


E caminhamos na selva:


Santa Clara, como se chama a comunidade indígena, não tem luz elétrica e nenhum serviço parecido a nada que conhecemos em qualquer centro civilizado. Por isso, quando o sol se ia, nossa rotina era deitar na rede dentro da cabana escura e inventar a nossa noite.
Mas naquele dia, a coisa foi diferente. Era pouco mais de 7 da noite, o céu já havia assumido um tom negro e estávamos na porta da cabana, fumando um cigarro, quando um macaco aranha deu um grito prolongado...
(continua...)

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Na Amazônia peruana

28 de junho de 2009

Já havíamos desistido de subir até o território amazônico, quando achamos uma daquelas promoções de passagens aéreas que custam menos do que ficar dentro de casa.
A decisão teve que ser rápida, pois já estávamos em direção ao norte do Peru, preparando a entrada ao Equador. Mas a sincronia neste trecho do planeta parece que favorece os mais conectados com o planeta Pacha Mama e, uma semana depois, pisávamos a Amazônia peruana.

(Laguna Yarinacocha)

E de cara, às margens dessa bela lagoa de 20 km considerada o centro de uma rede hidrográfica que a conecta com rios importantes da região, tivemos os primeiros exemplos das cores que pintariam aquele trecho da viagem. Alucinante!



E foi na beira do Yarinacocha que encontramos o orientador dos nossos dias seguintes: o aprendiz de xamã José.

Ele é da tribo shipibo, uma comunidade indígena afastada do centro urbano da região e que vive da agricultura, da pesca e dos trabalhos em cerâmica feito pelas mulheres da tribo.
José é calado e com o olhar sempre distante.
Estávamos na praça de Yarinacocha esperando a apresentação de uma tradição local, quando esse misterioso indígena se aproximou e nos fez uma proposta...
(continua)

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No Peru

13 de junho de 2009


Hermanos,
já estamos em Lima, na metade do trecho peruano da nossa viagem.
As sensações e experiências têm sido intensas desde que entramos no país anterior, a Bolívia, e mal conseguimos atualizar/processar o que tem acontecido por aqui.
Mas vamos tentar, humildemente, resumir o que aconteceu:
Começamos a viagem por Puno:



Essa é a primeira cidade peruana dos viajantes que cruzam o sagrado lago que divide as duas culturas andinas, Bolívia e Peru:


(Lago Titicaca, Peru)

Visitamos ilhas que parecem flutuar...


(Ilha Uros, Puno)

... e flutuam:


(Ilha Uros, Puno)

...como as totoras:



Ouvimos alguns sons que nos elevaram:


Visitamos um vale mais sagrado do que outras partes do Valle Sagrado. Ali, visitamos o Tempo de Viracocha, no povoado Raqchi:


Vimos a misteriosa Juanita, a bela jovem que esteve escondida, e intacta, por mais de quinhentos anos no vulcão Ampato:


E, na dúvida, fomos ver onde isso ficava:


(vulcão Ampato)

E fomos recebido por ele no Cânion do Colca:


e por ela, a águia andina, no povoado de Maca:


E assim, elevados, continuamos nossa missão rumo à floresta amazônica peruana.

Se você não consegue visualizar as imagens desse texto, acesse o site: http://sobreelesenos.blogspot.com

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