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Otavalo - a maior feira da AL

11 de agosto de 2009


Um dos nossos últimos destinos com a Ana foi Otavalo, a alguns quilômetros da fronteira do Equador com a Colômbia.
O maior destaque do destino não é nenhuma construção monumental, nem ruínas de origem inca. O atrativo fica em plena rua e é considerado a maior feira ao livre da América Latina.

A feira de artesanatos (e outras centenas de quinquilharias mais) da Plaza de Ponchos, criada em 1929, acontece, diariamente. Mas é aos sábados que a cidade se confunde entre toldos coloridos, perde esquinas e se transforma em uma grande feira latina.

Tem de tudo:
Comida para levar...


Comida que ainda espera ser levada...


E outras que quase viraram comida...



Cores,formatos e até um curioso leilão que leva o produto quem dá menos são algumas das curiosidades de sábado.



E assim seguimos viagem para conhecer mais sobre eles e sobre nós mesmos (só que agora acompanhados).

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Assim disse a Ana...

1 de agosto de 2009

O trabalho dos sonhos, segundo a maioria, é aquele que proporciona o constante deslocamento para lugares desconhecidos, paradisíacos, diferentes e sem nenhum sinal de rotina. Assim como férias permanentes.
Essa deve ter sido a impressão de todos ante o anúncio da grande viagem latino americana protagonizada pelos queridos Dé e Du.

Impressão reforçada pela atualização constante deste blog e pelos textos instigantes.
Todavia, parte dessa sensação de deslumbramento ficou para trás após o meu desembarque em Quito, no Equador. Aqui, descobri que não é nada fácil o caminho a ser percorrido antes de qualquer publicação ou atualização das notícias.
(Foto tirada por mim depois da subida até o refúgio do vulcão Cotopaxi. O Edu está parecendo 'doente de desenho animado', com gorrinho e tudo)
Ao acompanhar os meninos, percebi que a vida na estrada exige muito: o convívio diário com a saudade, a falta de conforto, a dificuldade para conseguir comida de qualidade, o contar moedas, a cama dura e barulhenta de alguns hotéis, a falta de estrutura para trabalhar, o desgaste físico, o calar-se ante certos hábitos locais (para nós inadmissíveis), a vigília permanente dos pertences, a natureza implacável, as diferenças climáticas, o chacoalhar dos ônibus velhos latinos, o apunar, o regaton, dentre diversas outras coisas difíceis de serem listadas. Tudo isso faz parte da vida de quem decide tomar um rumo diferente do convencional e se aventurar no mundo para exercer a verdadeira vocação.
(Subida ao vulcão Cotopaxi, no Equador)
Todos esses inconvenientes, apesar de física e psicologicamente abaláveis, são recompensados pela realização pessoal e deveras profissional (ainda que o caminho a ser trilhado esteja apenas na metade). Mais do que perdas, há ganhos:
o abacaxi doce equatoriano, o canelaço de Quito, as paisagens únicas dos Andes, a liberdade, a falta de rotina, os sabores, os cheiros, a grande novidade sempre presente no cotidiano...
Essas foram as minha impressões nestes poucos dias em Quito e Otavalo, apenas um pedacinho de todas as emoções e imagens vivenciadas por essas duas pessoinhas extraordinárias!!!
Ana Paula

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Visita ilustre

25 de julho de 2009

Ainda temos muitas histórias para contar sobre o arquipélago de Galápagos, mas estou escrevendo esse breve "parêntese" para contar para vocês que recebemos a visita ilustre de uma amiga que veio até o meio do mundo para nos visitar:

Aeeeee!!! A velha amiga do Dé, com quem divido a amizade e o carinho, desembarcou na última segunda em Quito, no Equador, para nos fazer uma visitinha durante as férias dela. Considero essa visita uma forma de adiantar a nossa volta (pelo menos na alma) e diminuir a nossa saudade de todos vocês.
Os primeiro dias foram bem aproveitados:
Ela perdeu o medo de andar a cavalo, eu consegui fazer o meu andar e o André, para variar, foi o que mais se divertiu.


Visitamos museus, subimos no teleférico mais alto do continente, perdemos o ar aos pés do vulcão Cotopaxi e comemos o melhor abacaxi da vida dela.
Garanto que a Ana traz um pouquinho de cada um de vocês e assim fica mais fácil aguentar até o fim da nossa viagem.

Saudades!!!

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Errata

19 de julho de 2009

Hermanos,
foi tão grande a emoção de chegar em Galápagos que eu acabei confundindo 'foca' com 'leão marinho'. Os simpáticos 'cachorrinhos do mar' da última postagem são, na verdade, leões marinhos.
Vocês me desculpam?

Acesse sempre: http://www.sobreelesenos.blogspot.com/

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Chegamos a Galápagos

14 de julho de 2009

Amigos,
definitivamente, considero esse o ponto máximo da nossa viagem pelo continente sul americano. Já estamos em solo galapaguenho, a 1.000 km da costa continental, rodeado pelas águas furiosas e esverdeadas do Pacífico.

Chegamos na sexta feira passada e já vimos, em tão pouco tempo, animais como nunca tínhamos visto (não dessas espécies):

Tartarugas gigantes:
Iguanas terrestres (gigantes também):

Outras nem tanto, mas igualmente fascinantes:


Flagramos até um cuidadoso pós banho de um simpático pelicano, na praia:


Mas o mais impressionante, aconteceu hoje à tarde.
Caminhávamos pelo pequeno mercado de peixes de Puerto Ayora, na Ilha de Santa Cruz, quando encontramos duas focas que caminhavam entre os visitantes e os pescadores em busca de comida. Aqueles simpáticos animais pareciam pequenos cachorros passando a cabeça nas pernas dos vendedores em busca de alimento:



Os animais de Galápagos foram, durante séculos, os donos daquelas ilhas de origem vulcânica e muitos não carregam em sua carga genética o histórico de ataques humanos. Por isso, em todo o arquipélago é possível aproximar-se com facilidade desses fascinantes animais.

Agora deu para entender por que o velho Darwin ficou fascinado com a beleza única do Arquipélago de Galápagos e revolucionou a ciência?

Acesse sempre: http://www.sobreelesenos.blogspot.com/

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Chegamos ao Equador

8 de julho de 2009

Todo cruzamento de fronteira é sempre estressante e exige atenção do viajante. Na desorganizada passagem entre o Peru e o Equador, a coisa não foi diferente.
Ônibus atrasado, informações desencontradas e policiais com aquela simpática e usual cara fechada.
O ônibus que tomamos fez um desvio e acabamos saindo do Peru sem o carimbo de entrada no Equador, ou seja, chegamos a ficar ilegais no novo país por algumas horas.
Fui obrigado a incorporar o meu lado argentino com sangue baiano para explicar para o motorista que precisávamos voltar à fronteira para os trâmites indispensáveis a qualquer viajante que ingressa a qualquer país diplomático. Ele resmungou algumas palavras, seguiu com as informações desencontradas e nos fez esperar uns longos minutos no terminal.
Três mais tarde desembarcávamos, com passaporte carimbado, em Machala, nossa primeira cidade no país. Se algum dia alguém convidá-lo para visitar essa cidade, desconverse e faça de conta que não é com você. Destino dispensável.
Passamos uma noite no lugar para organizarmos nossas malas, sacar dinheiro no banco (outro susto no país: a economia equatoriana é dolarizada e nossa viagem agora terá custo dobrado).

Mas a cidade seguinte foi a nossa primeira BOA surpresa no país: a arqueológica e colonial Cuenca.


Ruínas de Tomebamba, cidade inca construída sobre Guapondélig, cidade pré inca construída pelos cañaris.

Cento histórico de Cuenca

Estamos em Guayaquil, segunda maior cidade do Equador, aguardando o embarque para outro dos pontos máximos da nossa travessia: o Arquipélago de Galápagos, na sexta feira.
Acesse sempre: www.sobreelesenos.blogspot.com

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