Só Deus sabe, ou seja lá quem for, o motivo de certas coincidênias (ou seria "sincronicidade" a palavra certa?) que unem pessoas, tecem histórias e concretizam fatos.
A vida é cheia dessas surpresas que apenas conseguimos entendê-las depois de havê-las vivido.
Algumas histórias começam longe, nos convocam e nos obrigam a vivê-las, queiramos ou não.
"Só Deus sabe", co-produção entre o México e o Brasil, é o resultado feliz da sintonia que pode haver entre países tão distantes geograficamente, mas, ao mesmo tempo, tão próximos culturamente. Apesar da distância, da língua e da cultura, encontramos semelhanças que nos aproximam de tal forma a esquecer de qualquer outra barreira.
Dolores e Damián protagonizam uma viagem que começa em Tijuana (extremo norte do México) e termina na Bahia, essa terra capaz de reunir, democraticamente, todas as religiões.
Assim como a América Latina, o encontro dos dois é marcado por um sincretismo religioso que acompanha os personagens ao longo do filme. Candomblé e catolicismo dão suporte para que os dois possam completar a sua história.
Cada um de nós tem a sua história, e essa deve ser cumprida. E só Deus e nós sabemos quando.
Edu e Dé
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