Mostrando postagens com marcador Bolívia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bolívia. Mostrar todas as postagens

revista Raça

24 de agosto de 2009


Hermanos,
segue o link da revista Raça Brasil (edição 136) com a nossa matéria em Tocaña, na Bolívia.

Abraços,

http://racabrasil.uol.com.br/cultura-gente/135/artigo149982-1.asp

Leia Mais…

Raça Brasil

16 de agosto de 2009

Hermanos,
nossa viagem não tem mesmo cor definida e agora assume os tons fortes da cultura afro boliviana de Tocaña.
A revista Raça Brasil, edição do mês de agosto, traz uma matéria nossa sobre uma curiosa comunidade afro localizada na pré selva amazônica.
Vale a pena conferir e descobrir que as cores da Bolívia vão além dos traços coloridos indígenas de La Paz.

Leia Mais…

Mais uma matéria

25 de junho de 2009

Amigos,
nossa viagem pela América do sul acabou de ganhar mais uma matéria.
Acessem o link no caderno Viagem do portal UOL:
http://viagem.uol.com.br/ultnot/2009/06/19/ult4466u603.jhtm

Leia Mais…

Tocaña

5 de junho de 2009

Eles são negros...



Tem orgulho da raça...
São alegres... (diferentes dos índios aimarás, como eles mesmos costumam reforçar)
Mas não esquecem o passado...

Esse é o povoado de Tocaña, uma comunidade afro boliviana 'esquecida' no lado mais verde do país. A pequena cidade, a uma hora de Coroico, tem 280 habitantes, cuja maioria tem sangue proveniente do outro lado do Atlântico: dos escravos do Senegal e do Congo.

Pouco se tem registrado sobre a região, mas as histórias contadas,oralmente, na porta de casa costumam render horas de conversa, sobretudo se o assunto for a batucada do bangô ou a comida à base de mandioca.

No dia em que chegamos, Evo Morales estava chegando no povoado ao lado para fazer algumas reintegrações de terra e os negros de Tocaña, com sacolas e instrumentos debaixo do braço, abandonaram a pequena cidade.
Todo o povoado ficou sob os cuidados do André, de mim e de um francês hippie avesso a manifestações políticas.
E de longe, do outro lado da montanha, o barulho forte dos tambores não deixavam a gente se esquecer que a Bolívia também é negra....



Leia Mais…

Rota da Morte

1 de junho de 2009

Chegamos em La Paz, o caos maior da Bolívia.
Confesso que decidi ver a cidade com outros olhos e descobri uma cidade que vai além das saias coloridas das cholas e do trânsito caótico.
Depois do roteiro intenso no deserto boliviano, decidimos passar uam semana de pernas para o ar em um hostal chamado El Carretero (puro delírio!!!!).

Mas os pés de inca não se cansam e, dois dias depois, decidiram encarar novos desafios.
Descemos o Camino Yungas, considerado a estrada mais perigosa do mundo.

(curvas da Estrada da Morte)


A Estrada da Morte, como é conhecida a rota, liga a caótica La Paz a Coroico, na pré selva amazônica da Bolívia.
A moda agora é descer, na vertical, os 3.650 metros... de bicicleta.




Os olhos negros do Dezinho brilhavam com a possibilidade de encarar abismos de até 200 metros montado em uma magrela. Mas a experiência no deserto já tinha sido o suficiente, de modo que descemos no carro de apoio para cobrir o roteiro para uma matéria.
O trajeto começa em La Cumbre, a 11 km de La Paz, aos pés do Huayna Potosí...




... e termina no lado mais verde do país.




A rota é mesmo mortal e chegamos a ver até alguns bons motivos que justificam o nome.


(Resgate de bicicleta)

(A israelense precisa agradecer o resto da vida. Ela ficou, mas a bicicleta rolou abismo abaixo).



Da aridez altiplânica à terra molhada com cheiro de Amazônia.


A paisagem é mesmo de morrer (não pude deixar passar esse trocadilho).



PS: Mães de plantão: Estamos bem!!!


(Barbudos e mais magros, mas estamos bem)

Leia Mais…

Novas matérias

29 de maio de 2009

Queridos,
não estamos conseguindo ser tão rápidos quanto às notícias que estamos produzindo.
Seguem os dois últimos guias que produzimos para o UOL e que já foram publicados:

Asunción: (A gente precisa dar uma chance para eles. A capital do país está linda. Vejam as fotos no link FOTOS e leiam o texto de abertura. Eu garanto!)
http://viagem.uol.com.br/guia/cidade/assuncao_index.jhtm

Córdoba:
http://viagem.uol.com.br/guia/cidade/cordoba_index.jhtm

Leia Mais…

Terceiro dia

Nosso fiel guia Severino jã não é tão fiel. O velho inca decidiu voltar para Mojinete e passar o bastão para outro experiente índio das montanhas, um jovem que mal falava espanhol e misturava essa língua com quéchua.

Esse foi o dia mais tenso e intenso da viagem.

Tentamos fazer o trecho final de carro, mas não há estradas que liguem o povoado a qualquer outra cidade.
Então deixamos Bonete Palca, a pé, em direção a Guadalupe sem nenhuma gota de água nas mochilas. A única opção foi um refrigerante local feito com papaya (uma fruta local com sabor parecido ao maracujá). Seguimos com bolacha, frutas e a única bebida disponível.

Vimos cenários impressionantes, mas fui incapaz de registrá-los.
O jornalista e fotógrafo teve que dar espaço para a criança que precisava chorar. E no primeiro abismo sobre pedras que cruzou, as pernas tremeram de novo e ela não conseguiu seguir adiante.
Chorei um choro forte e longo. E, pela primeira vez, o Dezinho não insistiu. Ficou de pé, ao meu lado, e esperou a minha vez de seguir.
A cena se repetiu algumas outras vezes: algumas experiências não resolvidas da infância vieram à tona, questionei alguns atos do passado e descobri que tenho um anjo sem asas que me acompanha há quatro meses em solos latinos

Como disse, tenho poucas imagens desse dia. Mas posso garantir que vimos:
1) cabras escalando paredões quase verticais para comer;
2) cemitérios incas escondidos;
3) a tríplice fronteira entre a Bolívia, o Chile e a Argentina;
4) crianças e filhotes de animais me esperando na esperança de que eu lhes registrasse para sempre (E essa foi a minha maior frustração nesta viagem. Fui egoísta e neguei uma imagem por conta do corpo cansado e da boca seca).
Insistente, o Dezinho ainda conseguiu registrar um dos momentos mais difíceis da caminhada: a travessia, a 4.500 metros, para chegar a Guadalupe.

(A sensação de sede extrema faz doer a garganta e a alma)

Chegamos ao destino final e fomos recebidos, como sempre, com um carinho raro de ser visto no resto do país.
As conclusões ainda estão sendo processadas, mas voltamos felizes, ainda que de carona na traseira de um caminhão:

Leia Mais…
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...